Precisamos falar sobre as eleições em Viamão

Passados alguns dias da eleição, com os números divulgados podemos fazer algumas

considerações sobre Viamão. Vamos ao que interessa: a disputa PSDB x PSOL, já que o PT está morto na cidade, no Estado e no país. O engenheiro Nilton Magalhães, candidato à Câmara Federal fez 17.424 votos. Destes, 14.853 foram em Viamão. Ficou em quinto lugar geral pelo seu partido o que lhe garantiu a terceira suplência. Achei uma estupenda votação para o primeiro teste nas urnas. Geraldinho, candidato à Assembleia, fez 18.416 votos, destes, 14.975 em Viamão. Ficou com a quarta suplência. É crescente, mas insuficiente, sua votação: 7.698 em 2006 pelo Psol e 12.239 pelo PSB em 2014. Aí cabe um parêntese: obviamente é legítimo que outros partidos aspirem vagas. mas em um cálculo simplório faltaram-lhe 5.700 votos para suplantar os 24.115 da eleita Zilá Breitenbach e ficar com a tão almejada, pelos viamonenses, cadeira de deputado. Se metade do votos de André Gutierres (2.010 dos 4.020 votos), metade do Maninho (3.042 dos 6.084) e uma forcinha mínima do mal resolvido Jessé, Geraldinho estaria eleito. Nunca o governo poderia ter tido três candidatos. De toda forma, a dobradinha funcionou bem. Fizeram praticamente a mesma votação. Em um primeiro momento, achei os 49.023 mil votos de Romer Guex para senador, estupendos (sétimo lugar). Usando uma lupa, foi um fiasco. Destes, somente 8.616 foram em Viamão. A votação é menor que os seus 10.005 a prefeito, em 2016, quando André se elegeu com 57 mil votos. Dos 5.645 votos de Guto Lopes a Federal, 4.762 foram em Viamão, ficando na terceira suplência. Aí tem um fenômeno curioso: de cada 2 votos em Romer em Viamão, um somente foi em Guto. Trairagem dos eleitores psolistas? Ou a teoria da tosquia de porco (muito grito e pouca lã) não está sendo bem aceita entre seus eleitores. O certo que uma dobradinha funcionou, a outra não. Já no Estado, assim como no plano nacional, a sensação é de jogo jogado. Eduardo Leite deve ser o novo governador com relativa folga. Mantém-se a sina de não reelegermos governadores. A rejeição do gringo Sartori se mantém alta e parece fatal. E nada tem a ver com os seguidos atrasos salariais ao funcionalismo público. O funcionalismo nunca decidiu eleição e entra governador, sai governador, ninguém dá bola para servidor público. A candidatura petista de Rossetto foi risível. Torçamos para que o bom governo de Leite em Pelotas se reproduza nos próximos 4 anos por todo o Rio Grande. Já em Brasília, teremos dois ex-militares no comando da nação. A soberba petista de achar que vai dar certo um candidato poste ir toda segunda-feira ao presídio em Curitiba, para receber ordens de um bandido corrupto condenado fosse dar certo, é desdenhar a inteligência popular que varreu velhos caciques para o limbo nessas eleições. Como disse Fernando Gabeira: “É muito difícil chamar à razão a quem se considera o dono dela. Os intelectuais condenam as escolhas populares, mas, às vezes, não percebem a sede de sinceridade que há por debaixo delas”. Nem vou entrar no mérito das acusações de disseminação de notícias falsas, as tais Fake News, de parte a parte. Os 14 anos de saque e corrupção petistas não foram esquecidos por boa parte do eleitorado, muito menos a incompetência administrativa que nos jogou na pior recessão econômica da história. Lula, Dilma e seu asseclas foram julgados pela lei e pelas urnas. O recado foi dado. Com a bola a partir de 2019, o Capitão terá grandes desafios pela frente. Torçamos por ele. Torçamos pelo Brasil.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *