Grêmio e a necessária ‘cirurgia’ no meio-campo

Setor vital

É fato que o Grêmio pratica o melhor futebol do Brasil, seja com time titular ou com o alternativo, sobretudo, nas jornadas pelo campeonato gaúcho. Pela Libertadores, a primeira amostragem contra o Rosário Central, na Argentina, levanta algumas questões sobre o atual funcionamento da meia-cancha. Entre elas: a cadeira cativa de Luan precisa ser repensada pelo treinador; a migração para o 4-1-4-1 ou a presença de Montoya podem trazer mais robustez ao setor; a titularidade de Jean Pyerre mais do que nunca é uma questão de tempo…

Alternativas

Se quiser manter o foco na peça de ataque e o desenho em 4-2-3-1 basta trocar Luan por Jean Pyerre. Para os jogos contra rivais mais capacitados, a presença de Montoya na vaga de Marinho é indicada para o desenvolvimento da função anteriormente desempenhada por Ramiro. Em tempo: hoje Luan está jogando somente no ‘carteiraço’.

Mutação

Fez certo Renato em bancar Marinho para deixar o Grêmio mais agudo e ofensivo, principalmente para o Gauchão. Todavia, a mecânica que beira o 4-2-4 fragiliza a meia-cancha. Se quiser manter o camisa 30, surge como opção a migração para o 4-1-4-1.

Curso da CBF

Uma das principais críticas que fazemos ao ídolo Renato na casamata é sobre suas dificuldades em ler o jogo. Na estreia da maior das Américas, o comandante foi cirúrgico: o ingresso de Matheus Henrique ao setor e a mutação pro 4-1-4-1 devolveu as ações do jogo ao Grêmio e manteve Éverton e Marinho como desafogos pelos flancos. Talvez possa ser a regra para 2019.

Imprevisibilidade

Referência de futebol bem jogado e competitivo, não há quem desconheça as virtudes do Grêmio. A mudança de esquema ou no mínimo a sua variação ao longo dos jogos surge como fato novo para garantir algum tipo de imprevisibilidade ao time.

Maicon ou Luan

Atualmente a dupla deixa o meio-campo lento e previsível. A migração para o 4-1-4-1 cumpriria dois papéis: liberar Maicon para as ações de armação e amenizar a ausência de um volante postado à frente da área — diante da ausência de Michel. Afinal, seriam ‘três marcadores’ para as tarefas defensivas.

Fotos: Lucas Uebel/Grêmio oficial

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