A corrupção que ronda o governo Bolsonaro

(Amadeu Garrido de Paula –  Advogado)

Nosso povo, por culpa de quem nos conduziu até hoje, não é exatamente um amante da filologia. E esta é a base da reflexão, da sabedoria. Até mesmo um filósofo da emoção, do escapismo, dionisíaco, severamente adoecido dos nervos em decorrência da sífilis, epidemia sexualmente transmissível e incurável antes da penicilina, Nietzsche, afirmou – e nossos dias o comprovam – que seria compreendido somente depois de um século. Filólogo, sua eloquência escrita gerou “Assim falava Zaratustra”, e influencia muitos humanos em nossos dias, para o bem ou para o mal.

Bem dominar e empregar a linguagem é a base da razão, do progresso civilizatório humano. Lançar palavras levianamente, como se fossem excrementos sôfregos para exprimir-se sem censura, é a estrada da decadência.

Corrupção, para nós, destes tempos obtusos, ganhou o sentido unívoco de mamar nas tetas do Estado para benefício próprio ou de terceiro. Os noticiários diários não permitem que façamos outra ideia da corrupção. Contudo, é apenas um de seus significados. Inúmeros outros modos de corrupção detratam-nos.

Corrupto é o que adultera, que altera dolosa ou culposamente; que apresenta erro de pronúncia, de grafia ou algum outro desta natureza (textual); que age depravadamente, devasso, depravado; que foi profanada ou execrada (Igreja); corrompido, estragado,  subornado, seduzido. E, como dito, aquele que lesa a nação (Houaiss).

O que faz o Sr. Olavo de Carvalho, sedizente filósofo. Espanca a boa linguagem, vomita os mais pesados impropérios pessoais, sem restrições éticas, estéticas e do mínimo respeito ao outro, como se estivesse numa taberna ao apagar das luzes ou num desses nossos insalubres presídios de um metro quadrado para cada prisioneiro. Agora resolveu direcionar suas “baterias” contra as Forças Armadas Brasileiras, certo de que estas não se voltariam com suas armas contra uma ameba do mar. Habituou-se a perpetrar invasões da intimidade, danos morais, de longe, movido por covardia em relação às punições do Estado Democrático de Direito.

Dessangra uma personalidade militar que muito fez pela paz e pelo humanitarismo, General Santos Cruz. Vinga-se, com a aquiescência, ou pelo menos a tolerância de Bolsonaro e o apoio dos filhos deste, de uma ditadura cruel, mas que ficou na antessala do pretenso pensador, direita e não extrema direita, que só soube legar ao mundo o nazifascismo.

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